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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Telescópio descobre "cama de estrelas" do universo primitivo

Um telescópio espacial descobriu uma pequena galáxia coberta de poeira cósmica, que é o lar de milhares de estrelas do universo primitivo, quando este tinha somente 1,5 milhões de anos, informou nesta segunda-feira o Instituto Nacional das Ciências do Universo da França (Insu), do Centro Nacional de Investigação Científica. Entre as principais galáxias que produzem estrelas massivas, esta é a menor e a mais distante já conhecida, disse o instituto em comunicado.

Situada perto do agrupamento de galáxias chamado Abell 2218, a nova galáxia tem o tamanho menor que o da Via Láctea, mas ainda assim, forma 100 vezes mais estrelas do que a galáxia que abriga a Terra e o Sistema Solar. Ela foi descoberta pelos astrônomos Jean-Paul Kneib e Kirsten Kraiberg Knudsen com a ajuda de uma lente gravitacional, também chamada de telescópio cósmico.

Este tipo de corpo cósmico pode ser observado quando a luz procedente dos objetos distantes e brilhantes se curva em torno de uma galáxia massiva, deformando o espaço-tempo e desviando a luz de outras galáxias distantes. Neste sentido, o telescópio cósmico permitiu aos cientistas provar a existência do pequeno "objeto empoeirado".

"Sabemos muito pouco deste tipo de galáxia, sobretudo, quando tentamos remontar a idade do universo", comentou Knudsen. Kneib admitiu que a descoberta é "bastante excepcional" porque "põe em questão conclusões tiradas das observações que sugerem que as estrelas nascem no peito das galáxias massivas".

Fonte: Terra/Foto: Insu/Terra Chile/Reprodução

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Objeto não identificado passa próximo à Terra


Um estranho objeto que deixou alguns observadores questionando se o mesmo se tratava de lixo espacial, afinal foi apenas mais um pequeno asteróide que passou raspando a Terra como o 2009 DD45, sem danos, na quarta-feira.

Os astrônomos sabiam que esta pedra espacial não iria chocar-se com a Terra. O objeto fez sua aproximação máxima as 12:45 GMT do dia 13 de janeiro de 2010, passando a uma distância de aproximadamente 130.000 km de nosso planeta, com magnitude visual +14. A distância de 130.000 km corresponde a quase 1/3 da distância média entre a Terra e a Lua (!).

O asteróide 2010 AL30 teve sua descoberta anunciada na segunda-feira, 11 de janeiro, 2 dias antes da sua passagem. Ele é relativamente pequeno, com 11 metros de diâmetro (um objeto deste porte se for rochoso explode na atmosfera, se for de ferro pode chegar ao solo, mas com danos mínimos).

Fonte: http://astropt.org/blog/2010/01/13/2010-al30-passou-perto-da-terra-asteroide-ou-lixo-espacial/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lançamento do livro Retorno ao Big Bang Microcósmico de Denis Moura


O “Retorno ao Big Bang Microcósmico” será revelado às 19h do dia 13 de janeiro no Café da Livraria Lua Nova da Av. 13 de maio (aquela em frente ao Shopping Benfica em Fortaleza)

Também será lançado na Livraria Oboé do Shopping Center Um às 19:30 do dia 26 de janeiro de 2010.

O autor é Denis Moura Lima, mais detalhes confira em denismoura.blogspot.com

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sonda registra momento em que cometa é 'engolido' pelo Sol

Uma sonda da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) registrou o momento em que um cometa é "engolido" pelo Sol ao se aproximar do astro.

A sonda Observatório Solar e Helioscópico (SOHO, na sigla em inglês), que foi lançada em 1995 para estudar desde o núcleo até a superfície do sol, além do vento solar, já registrou mais de 1,5 mil cometas.

Cometas como este são conhecidos como cometas rasantes e são caracterizados por serem pequenos e por descreverem órbitas que os levam muito próximo do Sol.

Astrônomos acreditam que eles sejam fragmentos de cometas maiores que se partiram há muitos séculos.

Um representante da SOHO disse que a imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante da imagem, gerando um efeito de "eclipse falso" que destaca o cometa da maneira como poderia ser visto a olho nu.

Nenhum dos cometas capturados pela SOHO conseguiu "sobreviver" à sua aproximação do Sol.

Fonte: BBC/Terra

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Olhos de águia: Hubble registra a mais distante imagem do Universo


Uma nova imagem bate o recorde de distância e revela objetos criados há mais de 13 bilhões de anos, apenas 650 milhões de anos depois do Big Bang.

A cena mostra uma rica tapeçaria de mais de 7500 galáxias e foi registrada pelo telescópio espacial Hubble em dois momentos diferentes. Em primeiro plano temos a luz emitida por galáxias há apenas 1 bilhão de anos enquanto os pontos mais distantes, vistos como pequenas centelhas vermelhas, são galáxias que praticamente testemunharam os momentos próximos da criação, ocorrido 650 milhões de anos antes de seus nascimentos. A cena também permite ter uma percepção do tamanho do Universo: toda a paisagem está contida em uma pequena janela três vezes menor que a Lua cheia.

A nova imagem é um mosaico feito com dois instrumentos diferentes a bordo do telescópio Hubble, captados entre setembro e outubro de 2009 através da câmera grande angular WFC3 e em 2004, com auxílio da câmera avançada de pesquisa ACS.

A panorâmica destaca a grande variedade de estágios ocorridos o processo de formação das galáxias. A luz ultravioleta captada pela câmera ACS mostra o brilho azul de estrelas quentes e jovens no interior de galáxias repletas de estrelas em nascimento. A luz laranja mostra aglomerados de galáxias massivas entre 8 e 10 bilhões de anos atrás.

A luz do espectro do infravermelho próximo é vista na cena em tons vermelhos e revelam as galáxias extremamente distantes, algumas delas entre 12 e 13 bilhões de anos, cuja luz ultravioleta original foi esticada em comprimento até chegar ao infravermelho devido à expansão do Universo.

Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100107-101320.inc

domingo, 13 de dezembro de 2009

BRASILEIROS NO ESPAÇO

Nelson Travnik

Um fato muito pouco conhecido diz respeito a nomes de alguns brasileiros que estão imortalizados no espaço. A lista começa com o Cometa Cruls descoberto em 1882 por Luiz Cruls, diretor do Observatório Nacional do Rio de Janeiro de 1881 a 1908. Cruls na verdade era belga mas viveu no Brasil e foi ele que chefiou a expedição ao Brasil central entre 1892 e 1893 para a escolha do local onde seria construída a nova capital, Brasília.

O segundo da nossa lista é o asteróide nº 293 ‘Brasilia’ nome dado pelo astrônomo francês Auguste Charlois em 1891 em homenagem ao Imperador do Brasil, D. Pedro II quando este se encontrava no exílio em Paris. Na Lua se encontram duas crateras com o nome de dois ilustres brasileiros : Alberto Santos-Dumont, o Pai da Aviação e Abrahão de Morais, físico, astrônomo e diretor do Instituto Astronômico e Geofísico, IAG, da USP, SP. Em 1959 e 1960 estagiando no Observatório de Monte Palomar, EUA, o astrônomo Alércio Moreira Gomes descobriu quatro estrelas supernovas batizadas com o nome de ‘Gomes 1,2,3 e 4.

A descoberta de asteróides batizados com o nome de astrônomos brasileiros são muitos. Entre eles os mais conhecidos são : asteróides nº 2543 Machado; 2590 Mourão, 2814 Vieira, 2926 Caldeira, 3175 Neto, 3610 de Campos, 3740 Menge, 6595 Munizbarreto e 3602 Lázaro. Todos são do Rio de Janeiro do Observatório Nacional e do Observatório do Valongo da UFRJ estagiando em observatórios do Chile. Somente em 1981 o renomado astrônomo Ronaldo R.F. Mourão descobriu 31 novos asteróides! A lista aumentou muito com a introdução de novas técnicas de observação e o emprego das câmaras CCD ao alcance dos astrônomos amadores. Com isso o número de descobertas cresceu enormemente não só na área dos asteróides com a de supernovas. Exemplo disso é o do pesquisador do Deptº de Matemática e Estatística da UNICAMP, Paulo Holvorcem que até o ano 2000 havia descoberto 29 novos asteróides! Atualmente são milhares de asteróides conhecidos. Descobrir asteróides nas vizinhanças da Terra é hoje uma prioridade para determinar sua trajetória e descobrir se oferecem real perigo à nosso planeta. Nesta vigilância além das sondas espaciais, alguns observatórios profissionais e de amadores realizam um constante monitoramento do céu. Descobrir à tempo para não sermos pegos de surpresa. Afinal no passado já fomos surpreendidos por esses astros intrusos que provocaram pelo menos três extinções em massa.

A instituição que cuida da recepção das observações de asteróides confirmando ou não se é uma descoberta ou de um já catalogado é o ‘Minor Planet Center’ de Massachusetts, EUA, fundado em 1947 pela União Astronômica Internacional, IAU e que desde àquela época tem como diretor Brian G. Marsden.

O autor é astrônomo nos observatórios de Americana e Pira
cicaba, SP.

sábado, 28 de novembro de 2009

Astrônoma Sueli Viegas publica livro indicado para crianças


Abra os olhos, a mente e a imaginação para a maior aventura de todas: uma jornada no espaço e no tempo, que começa quando o Universo era muito, muito, muito menor que um grão de areia, há 15 bilhões de anos. A autora, a astrônoma Sueli Viegas, escolheu um personagem para conduzir a narrativa: o próton, partícula que está presente em tudo o que conhecemos. O livro conta sua aventura, desde o Big Bang até a formação dos átomos, que são as peças fundamentais para a formação de tudo que existe, desde o menor dos seres até os planetas, estrelas e galáxias.

No Início dos tempos inaugura a série O Jogo do Universo da Editora Terceiro Nome. Com ilustrações de Rubens Matuck, e’ indicado para uso em escolas por crianças acima de 10 anos. Mas, com analogias, perguntas e humor, vai encantar a todos, de jovens a adultos curiosos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CASF nas Noites Galileanas

Durante os dias 22, 23 e 24 outubro de 2009, O CASF (Clube de Astronomia de Fortaleza) em parceria com o Observatório Astronômico do Colégio Christus em Fortaleza e colaboração do Gaea (Grupo de Apoio a Eventos Astronômicos) promoveu mais um evento global do Ano Internacional da Astronomia: As "Noites Galileanas". O evento que foi aberto ao público foi feito dentro da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Durante os três dias o público que compareceu ao local pode observar os mesmos astros vistos por Galileu através de sua luneta, 400 anos atrás. O CASF presenteou o público levando para a quadra do colégio seus melhores equipamentos. Em outro ambiente do colégio, houve também mostra da exposição Paisagens Cósmicas, além de exibição de filmes e maquetes. Dentre os visitantes, tivemos muitas crianças, estudantes, professores, comunidade local, e turistas.