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domingo, 29 de março de 2015

Nova em Sargitário



Uma estrela na constelação de Sagitário apresenta desde o último domingo um aumento súbito de brilho, atualmente com magnitude 4,9 e é facilmente visível com binóculos. Não se sabe até quando a estrela continuará aumentando de brilho e que magnitude vai atingir. Foi descoberta pelo australiano John Seach em 15 de março e recebeu a designação de Nova Sagittarii 2015 No. 2.
Uma Nova clássica é uma estrela anã branca em cuja superfície ocorreu uma explosão por fusão de hidrogênio, geralmente causada por acréscimo súbito de material arrancado de uma estrela companheira menos massiva.
Análises espectrais revelaram linhas de emissão provenientes do material ejetado se expandindo a cerca de 2.800 quilômetros por segundo.
Sagitário é atualmente visível na direção sudeste pouco antes do amanhecer.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Astronomia Amadora - Vídeo 2

Neste vídeo temos:
Conjunção Vênus - Mercúrio, Cometa C/2014 Q2 Lovejoy, Astrofotografias, CASF - Clube de Astronomia de Fortaleza, Clube de Astronomia de Hidrolândia, Stellarium.


Abertura do canal de vídeo que trata de Astronomia Observacional Amadora

Um projeto simples, mas que poderá ter um grande significado. A ideia é falar sobre as efemérides astronômicas de forma acessível, indicar o que pode ser visto no céu a olho nu e com equipamentos de fácil aquisição. Conjunções, alinhamentos, chuvas de meteoros ou eclipses são acessíveis para a maioria de nós, moradores dos centros urbanos. Este é apenas o vídeo introdutório. A dinâmica ainda vai sendo ajustada. Espero poder contribuir positivamente.
Apresentação: Lauriston Trindade


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Chuva de Meteoros Orionídeos

Em outubro teremos a chance de observar a chuva de meteoros Orionídeas e segundo os astrônomos, o Hemisfério Sul terá o melhor ponto de observação do mundo. Se você estiver no lugar certo, na hora certa e olhando na direção correta, você poderá ver até 20 meteoros por hora no Hemisfério Norte ou até 60 ou mais por hora no hemisfério sul. Será a segunda vez no ano que ocorrerá esse fenômeno que tem origem na passagem da Terra pela poeira e detritos liberados pelo cometa Halley (nota: a primeira foi a Eta Aquarids, em maio). O ponto de onde os meteoros serão irradiados está localizado dentro da constelação de Orion.

A chuva de meteoros Orionídeas geralmente começa em 15 de outubro e vai até o dia 29 do mesmo mes. O pico da chuva pode durar duas ou três noites aproximadamente, entre 21 a 23 de outubro.
Nota: Chuvas de meteoros conhecidas popurlarmente como estrelas cadentes, ocorrem periodicamente, sempre que o planeta Terra atravessa a órbita de algum cometa. No entanto, a intensidade das chuvas é sempre diferente.

Lembrando que a de maio é a Eta Aquarids, e a de outubro, a Orionídea.

Vá para fora, encontre um local escuro e olhe para Nordeste (NE) a Leste (L), perto da constelação de Orion, como mostra o mapa celeste acima. Essa chuva de meteoros são para os madrugadores. A melhor horário para ver as Orionideas é entre 00:00h até o amanhecer. O radiante é “próximo” e estrela Betelgeuse em Orion.

A maioria dos meteoros parecem vir de um determinado ponto no céu, o chamado radiante. As chuvas de meteoros comumente recebem o nome da constelação em que o radiante é encontrado, e ocorre anualmente durante um período de tempo bem definido. No nosso caso as Orioniadeas parecem se originar na constelação de Orion, mas fica só nisso, na verdade essa chuva não vem de Orion, portanto a constelação é apenas um ponto de referência no céu.
Fonte: bussoladeplasma.wordpress.com

quinta-feira, 13 de março de 2014

Cosmos estréia no Brasil

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Finalmente Cosmos: A Space-Time Odyssey chega ao Brasil pelo Canal National Geographic Brasil.
No primeiro episódio (De pé na Via Láctea), Neil deGrasse Tyson apresentará um pouco do que a série apresentará nos próximos 12 capítulos. Você conhecerá a nave que nos guiará pelo Universo e também os principais pontos de referência a serem utilizados na série.
Você também conhecerá a história de Giordano Bruno, sua importância para a astronomia e como seus pensamentos e ideias foram importantes para a difusão da astronomia e das ciências em geral. Para terminar, você conhecerá o Calendário cósmico que representarão todos os eventos do Universo.
Então fique ligado: hoje, quinta-feira, às 22h30, no canal Nat Geo Brasil, sente-se no sofá e contemple Cosmos, uma série que já está sendo considerada uma verdadeira obra-prima na divulgação e ensino de Ciências.
Se você ainda não se convenceu, veja o trailer da série.


OBS: Segundo a página do programa no NatGeo, a série será reprisada também nos seguintes horários:
– Sexta-feira (14/03): 04h00 e 16h40
– Quinta-feira(20/03): 11h25 e 11h45
 
Fonte: http://blogs.pop.com.br/tecnologia/nao-perca-cosmos-estreia-hoje-no-brasil/

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CASF no Liceu do Conjunto Ceará

Na noite do dia 13 de dezembro o CASF esteve no Liceu do Conjunto  Ceará (Rua 1139 A, 10 - Conjunto Ceará, 4ª Etapa, Fortaleza - CE). A convite do professor de física Álvaro Galhardo, foi feita mais uma atividade de divulgação da astronomia em escolas públicas cearenses. Logo após da entrega dos certificados aos alunos medalhistas da OBA na escola, o atual presidente do CASF, Almeida Filho, proferiu uma palestra interativa com o público presente: alunos, professores, funcionários e a diretora do Liceu. O tema foi "Um passeio pelo Universo, da Terra às galáxias". Choveram perguntas e comentários sobre assuntos diversos, como qual a importância da Lua para a estabilidade do clima da Terra, a origem dos asteróides, o que são as auroras boreais ou austrais, dentre várias outras.

Logo em seguida, durante e após a pausa entre as aulas do turno da noite, os alunos tiveram a oportunidade de observar a Lua gibosa por um telescópio de 200 mm instalado no pátio central da escola. Sob orientação do membro do CASF Evandro, puderam ver por uma ocular de grande campo os mares e crateras lunares. Os membros Danyclayton e Tatiana também estiveram presentes.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A BANDEIRA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Por: NelsonTravnik

Nesta sexta-feira 15, o País celebra 124 anos da Proclamação da República, após um golpe militar perpetrado contra o Imperador D. Pedro II, governante de uma Nação considerada de 1º Mundo. Naturalmente a bandeira do Império teria que ser substituída por aquela introduzida em 1822. A nova Bandeira Nacional foi estabelecida através do Decreto nº 4 de 19/11/1889, redigido por Rui Barbosa e assinado por: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório, Quintino Bocaiuva, Aristides da Silveira Lobo, Rui Barbosa, M. Ferraz de Campos Sales, Benjamin Constant Botelho de Magalhães  e Eduardo Wandenkolk.

UM CÉU  DE  PURÍSSIMO  AZUL

A Bandeira do Brasil é uma das mais belas e sugestivas do mundo e também a única que representa grande parte do firmamento que envolve a Terra. É a mais completa ilustração já imaginada para uma bandeira nacional. O círculo internoem azul corresponde a uma visão da esfera celeste inclinada segundo a latitude do Rio de Janeiro às 08h30 do dia 15/11/1889, data e local da Proclamação da República. Nesta hora a constelação do Cruzeiro do Sul encontra-seno meridiano do Rio de Janeiro. Como é dia, obviamente o céu só seria visível se ocorresse nesta data e local um eclipse total do Sol. Qualquer carta celeste mostra isso bem como no dia 20 de maio às 20h00 a situação se repete. É só olhar o céu e conferir.

CÉU ÀS  AVESSAS

O céu representado na Bandeira evidencia erros e falhas astronômicas. A posição das estrelas não coincidem com as estampadas na Bandeira. Isto está mais evidente na constelação do Cruzeiro do Sul com a posição da estrela épsilon (popularmente conhecida como ‘intrometida’) e que representa o Estado do Espírito Santo. Está invertida. Compare por exemplo com o Cruzeiro do Sul que figura nas bandeiras da Austrália, Samoa Ocidental, Papua-Nova Guiné e Nova Zelândia. Outro fato é que as estrelas não coincidem em suas posições e magnitude aparente. É o caso da constelação do Escorpião que não é possível verificar quais sejam as estrelas escolhidas tão erradas estão. Por último temos o caso da faixa “Ordem e Progresso” que alguns afirmaram tratar-se do Equador Celeste ou outros da Eclíptica, faixa zodiacal onde se deslocam o Sol e a Lua. Do ponto de vista da astronomia não pode ser nem uma nem outra. Para ser Eclíptica a estrela Spica, alfa da constelação da Virgem e que representa o Estado do Pará, teria que ficar abaixo dela e a estrela beta do Escorpião (Maranhão) acima.

ERROS GROSSEIROS  DE  ASTRONOMIA

É difícil conceber que astrônomos do então Imperial Observatório, denominado em seguida para Observatório Nacional, que estavam ali bem próximos, não tenham sido consultados para estabelecer corretamente as posições das estrelas e da faixa que corta o céu da Bandeira. A reação a este lamentável episódio não se fez esperar. Na época, Eurico de Góis declarou que o pintor Décio Villares ao desenhar a Bandeira não interpretou convenientemente o Decreto nº 4 que exigia que as estrelas fossem dispostas na sua situação astronômica quanto a distância e ao tamanho relativo. Em vez de adotar a representação do céu que se encontra nos atlas celestes, adotou o sistema dos globos. Como atribuir a um pintor uma tarefa que seria exclusivamente da alçada dos astrônomos? Quiçá um espírito revanchista contra o Imperador sabendo que ele era astrônomo amador e que possuía até um quarto no Observatório para descansar após as observações? A Lei nº 5.443 de 28/05/1968 explica em seu art. 3º, §1º que as constelações do céu das 08h30 do dia 15/11/1889 (12 horas siderais) devem ser consideradas como vistas por um observador fora da esfera celeste. Um céu portanto só acessível a um astronauta! Na ocasião os legisladores procuraram amenizar apresentando justificativas para convencer os leigos. Uma delas é que o aspecto celeste representado na Bandeira é a imagem do céu que seria visto às 08h30 do dia 15/11/1889, portanto em pleno dia, refletido nas águas da baia da Guanabara!! A questão foi debatida nos jornais, na tribuna do congresso e até o povo foi instado a opinar. Mas tudo ficou como estabelecido pelo pintor. Todos os erros astronômicos constam de dois livros : o primeiro de Eduardo Prado “A Bandeira Nacional” publicado em 1903 e depois pelo IBGE e o de Rubens de Azevedo “A Bandeira Nacional”, publicado em 1988 pela edições Tukano – Arte  & Literatura.

O QUE  FAZER ?

O projeto poderia ter sido alterado no inicio com a tarefa a cargo dos astrônomos do Observatório Nacional. Fica complicado que passados tantos anos, agora que estamos solidários com a Bandeira, proceder modificações. O mais sensato é portanto deixá-la como está e considerar então que tudo é simbólico e as estrelas nas constelações estão como se fossem atiradas ao acaso. "Cientes de que nada é perfeito, orgulhamo-nos de que a nossa Bandeira contenha lineamentos fundamentais da cultura humana, segmentos de nossa história e projetos permanentes de realizações futuras. A Bandeira ai está, mais gloriosa que nunca". (Raimundo O. Coimbra).

Nelson Travnik é astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.