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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Nasa minimiza perda de espuma isolante que reveste o tanque de combustível do Discovery


(O Globo) A agência espacial americana (Nasa) minimizou, neste domingo, a perda de cinco pedaços de espuma isolante que revestem o tanque de combustível do ônibus espacial Discovery. Segundo o gerente chefe de operações espaciais da Nasa, não há motivo para preocupação com as peças que se desprenderam da nave durante o lançamento, no sábado. Problema semelhante desencadeou a perda do ônibus espacial Columbia, que entrou em combustão ao entrar na atmosfera da Terra, em 2003, causando a morte dos sete astronautas que estavam a bordo.
Para afastar quaisquer dúvidas, os astronautas do Discovery iniciaram neste domingo a inspeção das asas e do cone frontal da nave, usando uma câmera presa ao final do braço robótico do ônibus. Mas o equipamento, que tem 15 centímetros de comprimento, é limitado, e só consegue fazer imagens das superfícies superiores das partes frontais das asas. Assim, uma inspeção mais completa será necessária depois que a missão chegar à ISS.

A Nasa gastou mais de US$ 1 bilhão e dois anos para adaptar o tanque de combustível de modo diminuir a incidência de fragmentos que se desprendem, e acrescentou um conjunto de ferramentas de inspeção para verificar se ocorreram danos após a decolagem. Devido ao desenho dos ônibus espaciais, a Nasa diz que nunca conseguirá resolver o problema por completo, mas prevê que os pedaços de espuma que se descolarem serão pequenos demais e se separarão tarde demais durante a ascensão do ônibus para causarem danos reais. À medida que o ônibus ascende, há menos atmosfera para carregar detritos e menos energia para estes causarem impacto à nave.

O Discovery, que foi lançada rumo à ISS no sábado, deve atracar no complexo orbital às 14h (de Brasília) de segunda-feira. A nave, que participará de uma missão de 14 dias no complexo orbital, leva sete tripulantes a bordo, incluindo o comandante da equipe, o americano Mark Kelly, e o astronauta canadense Greg Chamitoff, que substituirá na estação o engenheiro de vôos americano Garrett Reisman, há três meses no espaço.

Em seu bagageiro, o ônibus espacial vai levar a segunda parte do laboratório espacial japonês "Kibo" ("Esperança", em japonês), que será montado na estrutura da plataforma ao longo de três jornadas de atividades fora das naves. O "Kibo", que tem o tamanho de um ônibus, será acrescentado ao módulo "Columbus" da Agência Espacial Européia, instalado em fevereiro deste ano.

O laboratório japonês, que é quatro metros maior que o "Columbus" e tem uma extensão pouco maior que a do laboratório americano "Destiny", conta com 23 plataformas para pesquisas sobre medicina espacial, biologia, observações da Terra, produção de materiais, biotecnologia e comunicações.

Mas o ônibus espacial leva também para o espaço as peças para o conserto do banheiro do complexo orbital, que está quebrado. Até agora, os três homens a bordo estavam se aliviando no pequeno e desconfortável banheiro da cápsula russa Soyuz - que serve de nave de fuga em casos de emergência. A capacidade do banheiro russo, no entanto, esgotou e o trio esta precisando usar um equipamento improvisado conectado ao vaso defeituoso, que recolhe a urina.

As atividades extraveiculares (EVA, na sigla em inglês) serão comandadas pelo astronauta Mike Fossum e o especialista Ron Garan, que contarão com a ajuda do japonês Akihiko Hoshide, designado para uma temporada no espaço.

A Nasa tem previstas outras 11 missões de naves até a conclusão da montagem da ISS. Caso seja necessário abortar a atual missão após o lançamento, como estipulado no protocolo, a Nasa estabeleceu como pontos de aterrissagem de emergência uma pista principal de descida em Zaragoza, na Espanha.

Os outros pontos alternativos de pouso são a base aérea de Morón, também na Espanha, e a pista de aterrissagem de Istres, na França.

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