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domingo, 22 de setembro de 2013

Jornal O Povo destaca o CASF em matéria sobre a Astronomia no Ceará



 Os curiosos do céu
O interesse por astronomia pode começar desde cedo e ocupar espaço na vida de quem é fascinado pelo céu. Compartilhar informações e divulgar a ciência é o que fazem grupos como o Clube de Astronomia de Fortaleza

Os olhos encontram os pontos luminosos do céu e o interesse faz morada na cabeça, na vida e no olhar daqueles que se encantam e se dedicam à astronomia. Pessoas de diferentes perfis constroem uma relação intensa de informação e descoberta com a ciência dos céus ao longo dos anos, interesse surgido, na maioria das vezes, ainda na infância. O professor universitário Arnoldo Nunes comenta que sempre teve interesse por ciência, “uma vocação” e, mesmo sem muita estrutura da família, ia atrás de todo tipo de informação, tendo a imaginação como parceira.

O executivo Paulo Régis lembra que viu os planetas nos livros de geografia e achou interessante, passando a observar o céu com um amigo que tinha uma luneta. “De lá pra cá, o fascínio só aumenta”, ressalta. Luidhy Santana, 21, estudante de Física da Universidade Estadual do Ceará (Uece), relembra que viu um planeta em um dia de muito brilho. Questionada, a mãe foi pesquisar e voltou com a resposta: era Vênus. O interesse o fez ganhar o primeiro telescópio há dez anos. Já no ensino médio, quis construir um equipamento com um amigo e recorreu ao Clube de Astronomia de Fortaleza (Casf) para pedir instruções.

E é assim, por meio de grupos de curiosos e astrônomos amadores, que os interessados em astronomia em Fortaleza encontram parceiros propícios para a troca de informações, acompanhamento dos eventos astronômicos e descobertas, assim como para as observações do céu. Entre eles, está o Casf, que teve origem a partir de um grupo na rede social Orkut e, com o interesse em transformar as discussões virtuais em encontros periódicos presenciais, o clube foi fundado em 2007.

Segundo o professor Arnoldo, o elo dos participantes do clube é “se impressionar com o que o céu oferece”. Os perfis são variados, assim como a assiduidade aos eventos e a imersão no assunto. Para Arnoldo e Paulo Régis, integrantes do Casf, o clube é um dos mais atuantes e tentou formar uma geração de interessados e preencher um vazio deixado pela diminuição das atividades dos principais incentivadores da ciência no Ceará: os astrônomos e professores Rubens de Azevedo e Cláudio Pamplona, que morreram em 2008 e 2013, respectivamente.

Projetos
Além das trocas dos astrônomos amadores e interessados pelo tema, o clube foi contemplado por um edital de divulgação da astronomia da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) em 2010, o que permitiu a compra de equipamentos necessários para a realização de eventos e de um telescópio de 300 milímetros de diâmetro. Surgia o projeto Cometa, que durou até o fim de 2012 e possibilitou que a ciência fizesse vigília em escolas e praças da Capital e do interior do Ceará em um total de 24 eventos.

As atividades do projeto deixaram encantado o estudante de Física Luidhy Santana, que também é bolsista no Observatório Astronômico da Uece. “É uma atividade completamente diferente do que eu tô acostumado, porque costumo ficar dentro do laboratório, no observatório, fechado”. Ele lembra que as reações vão desde a incredulidade ao que se vê nas lentes do telescópio até as perguntas sem fim. “As crianças são as mais legais, de 1 a 7 anos. A gente coloca para a criança ver e elas dão aquela risadinha. Pronto, aquilo já pagou o dia. É perfeito”.

Arnoldo complementa que o objetivo é despertar o interesse, impressionar, aguçar a curiosidade, principalmente das crianças, que podem entrar em contato desde cedo com a observação. Arnoldo lamenta, entretanto, que os projetos precisem viver dos escassos editais para a área e lembra que o necessário é descentralizar as atividades, com mais museus, observatórios e grupos espalhados pela cidade. (Samaisa dos Anjos)




http://www.opovo.com.br/app/opovo/cienciaesaude/2013/09/21/noticiasjornalcienciaesaude,3132727/os-curiosos-do-ceu.shtml

2 comentários:

Alex Ribeiro disse...

Ontem à noite por volta da 0h uma bola de fogo verde rasgou o céu sobre a Aldeota, a luz iluminou os prédios, ela desceu mais ou menos no sentido N/S, a impressão que deu é que ela chegou até mais baixo que a Torre Quixadá na Av. Barão de Studart, o meu ponto de vista foi a partir do sexto andar de um prédio no Bairro de Fátima, eu tive a impressão de ouvir um som de vidro quebrando imediatamente após ela "apagar".

Jorge Ramiro disse...

Estou feliz pela notícia. Eu tenho vários restaurantes em itu e eu sou apaixonado por astronomia.